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05 de Outubro de 2009

Serviços Laboratoriais Municipais

Por que os serviços laboratoriais públicos não adotam soluções de TI consagradas no meio privado, apesar da enorme semelhança em seus modelos de operação?

A concentração que vem ocorrendo nos últimos anos no segmento laboratorial privado brasileiro vem consolidando um modelo de operação entre as grandes bandeiras, sendo gradualmente adotado pelos serviços de médio porte sobreviventes. Este modelo baseia-se na existência de um núcleo produtivo central (ou de alguns) e de pontos de captação distribuídos na área de abrangência do laboratório – em alguns casos, boa parte do território nacional. A ligação entre as unidades, as centrais, os apoios e outros é viabilizada pelas Tecnologias da Informação e de Comunicações (TIC): computadores, sistemas e linhas de comunicação capazes de unirem diversas partes soltas em um grande e abrangente laboratório. Como resultados imediatos, podemos citar:

  • melhores serviços são prestados aos clientes (agilidade, liberdade de escolha, conveniência, rapidez ...);
  • o laboratório torna-se muito mais produtivo, dada a substituição de inúmeros processos manuais por processos automatizados;
  • incrementa-se a segurança do processo, pelo mesmo motivo;
  • passa-se a ter rastreabilidade completa e em tempo real;
  • o gerenciamento tem seu foco deslocado de cada unidade (portanto, desintegrado) para o laboratório como um todo.

 

Serviços Laboratoriais Municipais

As organizações variam de caso a caso (cooperativas, associações, grandes corporações etc), mas os recursos das TIC são essencialmente os mesmos.

No mesmo país em que esta revolução acontece e se consolida há já alguns anos, encontra-se absolutamente desprovida de suporte das TIC a maioria dos serviços laboratoriais públicos municipais. A semelhança do modelo é espantosa: inúmeros serviços de saúde públicos municipais contam com um laboratório municipal, que centraliza a realização dos exames, e com as Unidades Básicas de Saúde (UBS) na captação dos pedidos de exames. A rigor, os serviços públicos são até mais simples, já que não sofrem as interferências e pressões oriundas do relacionamento com operadoras de planos de saúde. Nada seria mais natural do que ter tais equipamentos públicos interligados, oferecendo aos cidadãos mais mobilidade e, ao sistema de saúde, mais eficácia.

A título ilustrativo, comparamos abaixo partes das jornadas de pacientes que necessitam realizar exames laboratoriais, um servindo-se de um laboratório público não informatizado, e outro utilizando o que poderia ser um serviço público informatizado de forma simples, longe ainda do que vêm fazendo os serviços privados, mas infinitamente mais racional que a primeira opção.